Ilha de Páscoa, Rapa Nui (Ilha Grande), Mata Ki Te Rangi (Olhos Fixados No Céu) ou “Te Pito O Te Henua” (Umbigo do Mundo) - como era chamada por seus antigos habitantes - é a ilha mais remota do planeta, no limite da Polinésia Oriental, em pleno Oceano Pacífico, a 4.000 KM do Tahiti e a longos 3.700 KM da costa da América do Sul.

 

Descoberta, ou melhor, redescoberta no Domingo de Páscoa de 1722 e posteriormente anexada pelo Chile, a Ilha de Páscoa é um Parque Nacional, declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO, reconhecido como um dos lugares mais fascinantes do mundo pelo seu valioso legado arqueológico, cultural e histórico.

 

A ilha é o topo de uma imensa cadeia rochosa que teria se formado há cerca de três milhões de anos e que se esconde a três mil metros no fundo do mar. Foi a partir de grandes explosões vulcânicas que surgiram lugares de beleza rara, em todo o mundo, como os vulcões Rano Kau e Rano Raraku.

 

Hanga Roa, a única cidade da ilha, concentra não só o aeroporto local, mas também boa parte dos hotéis, restaurantes e serviços de Páscoa, incluindo operadoras que organizam atividades como mergulho autônomo, snorkeling, excursões às ilhotas vizinhas e passeios de caiaque. Dentre os melhores passeios estão aqueles que passam pelos vulcões Rano Kau e Rano Raraku assim como pela aldeia cerimonial de Orongo. Os turistas podem ainda entreter-se com belas praias, a exemplo de Anakena - e todo o seu encanto paradisíaco - e Ovahe, apreciada por suas areias cor-de-rosa.

 

Apesar da pequena ilha de 24 KM de extensão e de quase 170 KM² ser isolada de tudo, tornou-se mundialmente famosa devido a suas enormes estátuas de pedra: os Moais ou Cabeças da Ilha de Páscoa -  cartão postal mais divulgado do local. São mais de 887 esculturas que possuem de 01 a 10 metros de altura e pesam entre 01 e 86 toneladas. A maior delas ficou incompleta, no entanto, se tivesse sido concluída teria 21 metros e pesaria 270 toneladas.

 

Segundo a teoria mais consensual sobre a ilha, os moais teriam sido erguidos pelos primeiros habitantes, os rapanui, como homenagem aos líderes mortos, o que explicaria a disposição em que se encontram, estando todas de costas para o mar, ou seja, de frente para o interior da ilha onde ficavam as aldeias. Suas características são cabeças muito alongadas, braços pendendo ao longo dos troncos e abdomens salientes. Alguns deles apresentam pukaos, ou seja, pesados blocos de pedra avermelhada (mais de 10 toneladas) sobre as cabeças, como se fossem chapéus e que representam os coques que eles usavam.

 

Conheça um dos destinos mais misteriosos do mundo: A Ilha de Páscoa!

 

Como Chegar: A Ilha de Páscoa não é um destino próximo do Brasil, então se prepare para uma viagem relativamente longa. É interessante combinar o roteiro com paradas em lugares estratégicos, como Santiago do Chile ou até mesmo a Polinésia Francesa. A duração do voo é de aproximadamente 05 horas.

 

Translado: O Aeroporto Internacional Mataveri - em rapanui Mata-Veri, Olhos Belos - opera com voos regulares para Santiago do Chile e voos sazonais para Lima (Peru), além de servir como uma escala para Papetee, no Tahiti. Em geral, os hotéis oferecem o serviço de transfer para os hóspedes. Outra possibilidade é o táxi, que custa em torno de 2.000 CLP até o centro da cidade, situado a apenas 02 KM do aeroporto.

 

Moeda: A moeda local é o peso chileno, simbolizado por CLP. Há apenas dois bancos e dois caixas eletrônicos. A loja de conveniência no porto de combustível perto do aeroporto é a que tem o melhor câmbio.

 

Propina: É a gorjeta dos garçons e geralmente não está incluída na conta. Após realizar o pagamento é que você deixa a propina para o garçom. Valor: 10% da conta.

 

Melhor Época: A alta-estação ocorre no verão, entre Janeiro e Março, entretanto a Ilha de Páscoa possui um clima subtropical oceânico que garante temperaturas agradáveis durante boa parte do ano. Sem proteção de grandes montanhas, o vento é uma constante na ilha, o que ajuda a amenizar a sensação de calor nos dias mais quentes, mas pode incomodar um pouco nos dias mais frios. Janeiro e Fevereiro são os meses mais movimentados devido à festa Tapati Rapa Nui. Abril e Maio são os meses mais chuvosos, porém pancadas tropicais podem ocorrer durante todo o ano.

 

Culinária: Cercada por água, os principais pratos não poderiam ser outros senão peixes e frutos do mar. Atum grelhado, Mata Huira e o Ceviche são algumas das especialidades locais, sempre combinadas com frescos vinhos brancos chilenos. Entre os alimentos consumidos na região destacam-se o camote (uma espécie de batata-doce), a banana, goiaba e o curanto, um prato feito embaixo da terra que leva carne e peixe.

 

Cultura: Make-Make, na mitologia rapanui da Ilha de Páscoa, foi o criador da humanidade, o Deus da fertilidade e o Deus-Chefe do culto Tangata-Manu (Homem-Pássaro).

 

Curiosidade: A Ilha de Páscoa é uma das três extremidades de um triângulo imaginário formado pela Nova Zelândia e pelo Havaí, ilhas localizadas na chamada Oceania Remota. Anualmente, entre os meses de Janeiro e Fevereiro é celebrada a festa Tapati. São duas semanas centradas nas tradições e nas quais os rapanui pintam seus corpos como seus antepassados, competem, cantam, dançam e escolhem sua rainha.

 

Mais Curiosidade: Rapa Nui tem um formato de triângulo retângulo e os três principais vulcões estão nas pontas deste triângulo. Ma’unga Terevaka possui 507 metros e se destaca por ser o ponto mais alto da ilha. É o mais jovem dos três vulcões principais, tendo origem em um processo eruptivo há uns 12 milhares de anos, aproximadamente. O seu último fluxo de lava foi 10 mil anos atrás. O Vulcão Rano Kau, no extremo sudoeste, está a 324 metros sobre o nível do mar e abriga Orongo - um dos principais centros cerimoniais da cultura ancestral rapanui, onde era realizado o tradicional ritual do Homem-Pássaro. O terceiro, Vulcão Puakatike, com 370 metros, está localizado no leste na ilha e é o mais distante e menos visitado dos três.

 

Noite: Este pode até não ser o destino preferido dos baladeiros de plantão, mas o lugar, apesar de pequeno, tem alternativas muito agradáveis para curtir a noite. Além dos bons restaurantes, há shows, lugares para dançar e a possibilidade de observar o céu de forma espetacular. A rua principal de Hanga Roa fica movimentada de Quinta a Sábado e nos outros dias é comum estar deserta à noite. Os shows de dança são as principais atrações noturnas da ilha. Grupos como Vai Te Mihi (Seg, Qui e Sab) e Kari Kari (Ter, Qui e Sab) possuem dançarinos exemplares e animam o público com suas apresentações de dança típica. O Kari Kari tem mais fama e um show com instrumentos mais rústicos, enquanto o Vai Te Mihi é mais moderno e dinâmico. O Te Ra’ai (Seg, Qua e Sex) é outra alternativa superbacana, onde os visitantes participam ativamente da programação, que inclui danças e comidas típicas feitas de maneira rústica. Caso queira conhecer o Kari Kari, o Vai Te Mihi ou o Te Ra’ai, faça a reserva com antecedência - os shows não acontecem todos os dias e têm limite de ingressos. Se a ideia é dançar, o Topa Tangui, com shows de um grupo regional, é a melhor ideia. Para quem curte ver gente, conversar e tomar uma bebida, a pedida é ir ao Marau, com música ao vivo e karaokê.

 

Compras: É importante ressaltar que os valores não são nada atrativos. As lojinhas de rua de Hanga Roa podem ter preços mais interessantes do que os da feira e do Mercado Artesanal, lugares famosos para comprar artesanais típicos da ilha, como talha de madeira e pedra, e colares de conchas e corais. De Segunda a Sábado, das 09h00min às 13h00min e das 17h00min às 20h00min.

 

Alerta: Esteja preparado para preços elevados, pois os passeios turísticos e os restaurantes são caros.

 

Imperdível: Nascer do sol em Ahu Tongariki, passear em Rano Raraku, banho de mar em Anakena, energizar-se na Te Pito O Te Henua, impressionar-se com Rano Kau e Orongo, por do sol em Ahu Tahai, caminhar em Hanga Roa, assistir a um show de dança nativa, observar o céu e contemplar as estrelas.

 

Lembrete: Não é necessário passaporte para viajar ao Chile, mas se você for compulsivo por carimbos, que nem eu, não perca a oportunidade de levar como lembrança um carimbo da Ilha de Páscoa. Vá até o correio, próximo ao campo de futebol, e carimbe-o.

 

Nota: IORANA é uma saudação de Oi ou Tchau. Para agradecer diga MAURURU.

 

Observação: Se quiser conhecer melhor a história da ilha, antes da viagem, assista ao filme Rapa Nui.

 

Dica: Tente fechar um número máximo de passeios com uma única agência, assim a chance de conseguir um bom desconto aumenta consideravelmente.

Anakena - Ahu Nau Nau

Isla de Pascua: La Misteriosa Terra de Los Moais

Roteiro

 

 

Rapa Nui não é um destino muito grande, portanto as distâncias não são muito desafiadoras. As alternativas mais comumente usadas são alugar um carro, jipe, scooter ou bicicleta. Para quem vai de bike, a maioria das trilhas não são pavimentadas e sol e vento podem cansar um pouco, portanto vá devidamente abastecido de água e tenha em mãos um bom mapa. Para quem não quiser suar muito, o melhor a fazer é embarcar em uma excursão - a Kia-Koe Tour é a mais famosa da região. Outras Agências: Rapa Nui Travel, Aku Aku Turismo, Rapanui Ancestral Tour.

 

Alugar algum tipo de veículo é interessante para poder ter mais liberdade e flexibilidade quanto aos horários e ao tempo em cada lugar. Para dirigir na ilha basta a carteira de motorista brasileira em bom estado. As duas maiores locadoras são a Oceanic e a Insular. Vale ressaltar que o posto de gasolina não aceita cartão de crédito, porém há caixa eletrônico no local.

 

A excursão oferece tempo fixo e cronometrado em cada local, porém o lado bom é que você terá um guia para dar todas as informações necessárias sobre aquilo que estiver visitando.

 

Nota: O ticket para o Parque Nacional Rapa Nui custa 30.000 CLP e pode ser adquirido - somente em dinheiro - em Orongo ou Rano Raraku. A entrada vale para os dois parques por cinco dias, mas apenas uma vez por lugar. É possível comprá-lo com 15% de desconto no aeroporto, antes da imigração, mas o quiosque só abre depois das 09h00min.

Rano Raraku - La Fábrica de Los Moais

 

Este é um impressionante e fascinante sítio arqueológico.

 

O vulcão Rano Raraku está a aproximadamente a 20 KM de Hanga Roa, no vértice oposto da ilha e é o berço dos moais. Sua cratera, com cerca de 550 metros de diâmetro, é ovalada e dentro dela há uma lagoa de água doce, rodeada de vegetação nativa.

 

Em suas encostas eram esculpidos todos os moais. Hoje, estão 397 estátuas, uma delas afastada das outras é o único moai que tem braços e pernas. Ele está ajoelhado e é o que mais se parece com o ser humano. Nesse lugar também se encontra o maior moai da ilha, com 21 metros de comprimento e está deitado sobre suas costas.

 

Como em todos os lugares onde há moais, vale a pena prestar atenção na diferença de tamanho e de feições entre eles.

Dia 06: Livre

 

Um dia a mais porque esse lugar merece!

 

Repita o que quiser.

 

Faça o que não tiver feito ainda porque esqueceu ou não deu tempo.

 

Veja, repare, olhe, observe, note, lembre,

 

Contemple, assista, AME, aprecie, admire...

 

Agradeça!

Dia 03: Ana Kai Tangata + Ahu Vinapu + Rano Kau + Orongo

 

Ana Kai Tangata

 

O que Ana Kai Tangata tem de escondida, tem de bonita. A caverna fica próxima de Hanga Roa, por isso pode ser conhecida através de caminhadas. Seu interior é pequeno, com algumas pinturas rupestres, sendo que o que mais chama a atenção no lugar é o visual para o mar e para as ondas que quebram à sua frente. A água cristalina da ilha tem diversos tons de azul e se torna ainda mais interessante se observada de um ponto tão peculiar.

 

Seu nome é motivo de grandes especulações sobre as possíveis traduções das palavras que a formam. Ana significa caverna, Tangata significa homem e Kai, em rapanui moderno, significa comer, assim seria a caverna dos canibais ou dos comedores de homens. Entretanto, não há evidências arqueológicas ou tradições orais que permitam afirmar que os rapanui praticavam o canibalismo.

 

Por outro lado, a palavra Kai, em rapanui antigo, pode ter significado reunir, contar ou ensinar. Dessa forma, pode-se dizer que, na realidade, essa caverna foi um lugar utilizado para reuniões ou até mesmo para fornecer algum tipo de ensinamento. Na verdade, aparentemente, em algum ponto da história, o local foi um estaleiro e um porto, pois alguns pesquisadores dizem que pode ter sido usado para ensinar a fazer canoas.

Haka Honu: Um restaurante simples, mas com comida muito boa e vista privilegiada. Não deixe de experimentar o Pastel de Jaiba (Torta de Caranguejo). Soube que o Pil Pil de camarão é imperdível. Está situado na Policarpo Toro, Hanga Roa.

 

Kaloa: Restaurante italiano de alto padrão e requintado - onde o pôr do sol é simplesmente imperdível. Direção: Hotel Hanga Roa, Hanga Roa.

 

Kanahau: Para os amantes de frutos do mar. Ideal tanto para almoço quanto janta. Localização Atamu Tekena, Hanga Roa.

 

Kotaro: Restaurante de culinária japonesa que ocupa a primeira posição no TripAdvisor. Está situado na Hotu Matua, Hanga Roa.

 

La Kaleta: Um lugar excelente com uma vista espetacular. Direção: Caleta Hanga Roa.

 

Makona: Restaurante de culinária chilena. Indicação: O peixe Mata Huira. Localizado na Atamu Tekena, Hanga Roa.

 

Mamma Nui: Hotel com um restaurante que tem comidas deliciosas. Fica um pouco escondido, mas vale a pena. Está situado na Taniera Teave, Hanga Roa.

 

Manuia: Considerado um restaurante com bom custo benefício. Ficou em terceiro lugar no TripAdvisor. Direção: Petero Atamu, Hanga Roa.

 

Mikafé: Ambiente ideal para tomar um café ou um sorvete. Localizado na Caleta Hanga Roa.

 

Miro: Com vista privilegiada para o mar e o cemitério, é onde tem o melhor happy hour da ilha. Está situado na Policarpo Toro, Hanga Roa.

Dia 01: Hanga Roa + Ahu Tahai

 

Hanga Roa

 

É o coração da Ilha de Páscoa. Pode ser percorrida facilmente a pé, com a permanente companhia da brisa do mar. As principais ruas são Atamu Tekena, Te Pito O Te Henua, Policarpo Toro e Hotu Matua.

 

Onde está situada a maioria dos hotéis, restaurantes e bares. Conta com um aeroporto (caixa eletrônico), dois bancos, lojas de artesanato, supermercado, galerias de arte, posto de combustível (caixa eletrônico), serviço de aluguel de carros e motos e um posto de informação turística. O mercado artesanal tem uma ampla variedade de objetos feitos por artesãos locais e de outros lugares da Polinésia.

 

Para entender melhor sobre a herança patrimonial dos rapanui e seu povo, visite o Museu Antropológico Padre Sebastián Englert, que reúne peças arqueológicas e elementos de diversas fases da existência da ilha - incluindo uma estátua de moai mulher. Se tiver interesse em participar de uma missa com canto em língua rapanui e ornamentos típicos não perca o culto realizado aos Domingos, às 09h00min, na Paróquia Santa Cruz.

 

Os moais Ahu Tautira e Ahu Akapu estão no centro da cidade, um ao lado do outro, na orla, em frente ao campo de futebol. Andando em direção ao norte, à direita de quem olha para o mar, é possível ver mais moais em frente à casa de show folclóricos Vai Te Mihi, porém esses não são originais e sim obras de arte.

 

Em Hanga Roa, pequenas praias, ou piscinas, são ótimas para um mergulho porque estão protegidas por pedras e têm águas tranquilas. Kaleta é uma pequena praia, com pouquíssimos metros de areia e vários barquinhos, mais visitada por crianças. A Playa Pea está mais para piscina do que para uma praia propriamente dita. O lugar não tem areia e está cercado por uma estrutura de pedras, onde as pessoas aproveitam para sentar-se, tomar sol e curtir o visual. A Playa Poko tem uma parte do fundo com areia e está cercada por um paredão de pedras. Ambas são boas opções para se refrescar sem precisar ir longe.

Minha Experiência: Amei a Playa Pea! A maré estava alta e relativamente forte. O ponto alto foram as tartarugas ali comigo. Não gostei da Playa Poko, estava suja e cheia. A boa notícia é que não é sempre assim, então, já que são próximas, vale a pena visitar cada uma, avaliar o ambiente e optar pela que mais lhe agradar.

 

Nota: A ilha é bem segura e podem-se fazer passeios à noite pela cidade. Leve uma lanterna, pois algumas ruas não têm iluminação. Tome os cuidados básicos e não se exponha de forma imprudente.

 

Observação: Ao caminhar em direção ao Ahu Tahai, preste atenção ao cemitério situado na orla da Ilha de Páscoa. Simples, bonito e com uma localização privilegiada.

Ahu Tahai

 

Apesar do nome mais utilizado ser Ahu Tahai, essa aldeia tem três ahus: Ahu Vai Uri (05 moais), Ahu Tahai (solitário, sem pukao e mais antigo da ilha) e Ahu Ko Te Riku (solitário, com pukao e único moai da ilha com olhos).

 

Por estar pertinho de Hanga Roa e ser um lugar de fácil acesso, pode ser visitado várias vezes durante a viagem. É um ótimo lugar para curtir o visual e o fim de tarde.

 

O maior destaque desse setor cerimonial formado por três plataformas vem do céu e do mar. O espetáculo do pôr do sol sobre as águas do Pacífico, em frente ao Ahu Vai Uri, costuma ser concorrido pelos turistas. Chegue ao final da tarde e vá acompanhando a moldura que os tons cromáticos vão criando ao redor de cada uma daquelas misteriosas estátuas.

 

Outra atração famosa do local é o Ahu Ko Te Riku, com chapéu e olhos introduzidos para fins turísticos, durante o processo de restauração.

 

Nota: Próximo ao Ahu Tahai há uma pequena caverna, formada de lava vulcânica, com uma linda vista para o mar.

Dia 02: Ahu Vaihu + Ahu Akahanga + Rano Raraku + Ahu Tongariki + Ahu Te Pito Kura + Anakena

 

Ahu Vaihu

 

Uma plataforma de 08 moais derrubados que fica próxima à Baía Hanga Te’e. O interessante é que diversos moais possuíam pukaos quando estavam em pé, todavia hoje se encontram espalhados ao redor da plataforma por terem rolado durante a queda. Por ficar em frente ao mar, a paisagem é muito bonita, ótima para tirar fotos.

 

Ahu Akahanga

 

Um dia foi composto por uma dúzia de moais com tamanhos entre 05 e 07 metros.

 

É também conhecido como Plataforma do Rei, já que segundo dizem, aqui poderia estar enterrado o primeiro rei da ilha, o Ariki Hotu Matu’a. Diz a lenda que o rei abandonou sua casa em Anakena depois de uma briga com sua esposa, Vaka A Heva, e terminou seus dias em Akahanga, onde seus filhos o enterraram.

 

Até agora, as escavações arqueológicas realizadas na área não conseguiram encontrar qualquer coisa que poderia ter sido o túmulo do rei, embora muito pouco se saiba sobre as práticas funerárias do antigo povo rapanui.

 

Essa plataforma de 18 metros de comprimento não foi restaurada e permite ver o estado em que a ilha foi encontrada pelos primeiros exploradores europeus.

Ahu Tongariki - Los 15

 

Declarado o maior monumento de todo o Pacífico Sul, este é o maior ahu da ilha, com 200 metros de extensão, e um dos cartões-postais mais famosos em toda a ilha de Páscoa.

 

Hoje, ele é habitado por 15 dos 19 moais originais, que tiverem de ser reerguidos duas vezes. A primeira depois das guerras tribais que culminaram com a queda de todas as estátuas da ilha, ainda no século XVII. E a segunda após um grande terremoto - 9.5 na escala Richter - atingir o Chile em Maio de 1960, causando um tsunami, que com suas ondas de mais de 11 metros de altura, espalhou os moais por centenas de metros e lhes causou sérios danos.

 

A restauração teve seu pontapé inicial em 1988 quando, em um programa de televisão japonês, o Governador da Ilha disse que precisava de um guindaste para restaurar os moais. Então, a Tadano, um fabricante japonês, não apenas doou um, como deu todo o apoio técnico ao projeto, que iniciou em 1992 e concluiu em 1996, com a supervisão da Universidade do Chile. O custo do projeto, de US$ 2 milhões, foi pago pelo governo japonês.

Esse conjunto de moais não impressiona apenas pelo tamanho e pela história, mas, especialmente, pelo espetáculo natural que acontece lá todas as manhãs.

 

O nascer do sol em Ahu Tongariki é o horário que mais concentra turistas no local. O sol nasce atrás dos moais - principalmente no verão. Quem gosta de fotografia ou é apaixonado pela história do lugar não pode perder esse show que mistura obras humanas e da natureza.

 

Nota: Logo na entrada tem um moai solitário, que é chamado de Moai Viajante porque ele foi usado pelo arqueólogo Thor Heyerdahl para testar teorias sobre como os rapanui transportavam os moais pela Ilha. Além disso, foi enviado ao Japão, em 1982, para feiras de comércio em Osaka e Tóquio, mas, como todo feliz viajante, ele retornou seguro para casa.

Ahu Te Pito Kura - Te Pito O Te Henua

 

Onde está localizado o maior moai transportado desde Rano Raraku, com 11 metros de altura e aproximadamente 90 toneladas. O moai está caído desde seu derrubamento, há cerca de 200 anos, porém não está quebrado como outros moais da ilha.

 

Mas agora o moai não é a estrela da vez. A principal atração aqui é uma pedra redonda, esfera praticamente perfeita, nomeada pelos locais de Umbigo do Mundo. A Te Pito O Te Henua é uma rocha magnética que altera a orientação de qualquer bússola.

 

Dizem que ao tocá-la é possível sentir sua energia, através de um formigamento ou um breve choque nos mais sensíveis. Contam também que quem coloca a mão um dia regressará à ilha. As mulheres que colocam a cabeça estão pedindo para engravidar.

Anakena - Ahu Nau Nau

 

Falou em praia na Ilha de Páscoa, falou em Anakena, a aproximadamente 18 KM da capital Hanga Roa. É a praia que mais faz sucesso na Ilha de Páscoa, com bom trecho de areia clara, vários coqueiros, algumas barracas e um visual de tirar o fôlego. Para completar, a praia ainda abriga dois ahus, um deles o Ahu Nau Nau, com cinco estátuas e um dos melhores ahus da ilha devido à fineza de seus moais.

 

No acesso a Anakena há pequenos postos atendidos por famílias rapanui, onde é possível desfrutar de uma cerveja, uma empanada de queijo, de atum ou um anticucho (espetinho de carne). Você também poderá provar o Poe, um tipo de pudim feito com farinha, abóbora e banana.

 

Se tiver tempo e um carro seguro para voltar, se dê ao luxo de esperar pelo cair da noite e a aparição das estrelas. A atmosfera é simplesmente encantadora.

 

Nota: Localizada ao lado de Anakena, a Playa Ovahe é uma pequena enseada rodeada por uma baía rochosa e é uma das poucas praias de areia e adequadas para banhos tranquilos de mar. Ganhou fama por sua chamativa areia rosada e seu abrupto penhasco que cai no mar. É indicado conhecê-la durante a manhã, quando o sol incide no local. As excursões não fazem essa parada, mas tiver alugado um veículo, vale a visita.

 

Duração: Dia Inteiro / Investimento: 40.000 CLP

Ahu Vinapu

 

A zona de Vinapu é uma área cerimonial onde se encontram os restos de três plataformas: Ahu Tahira, à esquerda, Ahu Vinapu, à direita, e uma terceira, da qual quase não há restos e que caiu dentro da área onde foram instalados os tanques de combustível da ilha.

 

O destaque fica por conta da estátua conhecida como Vinapu I - cujas técnicas para erguer suas paredes de pedra são comparadas com as de Machu Pichu, sítio arqueológico situado no Peru.

Rano Kau

 

Um dos três centros vulcânicos que deram origem à Ilha de Páscoa e porta de entrada natural a Orongo, antiga aldeia cerimonial rapanui. Acredita-se que esse vulcão, localizado a apenas 324 metros sobre o nível do mar, tem 2,5 milhões de anos e realizou seu último trabalho há 180 mil anos.

 

A cratera do vulcão Rano Kau é passo obrigatório para chegar a Orongo. Ela tem 1,6 KM de diâmetro, 200 metros de profundidade e sua forma recortada sobre o mar é simplesmente impressionante. Hoje, sua cratera contém um lago - de mais de 200 metros de profundidade - e diversas espécies vegetais, graças ao seu particular microclima.

 

É uma das mais belas e exóticas crateras de vulcão do mundo, uma das imagens mais impressionantes de toda a ilha e, definitivamente, um lugar para contemplação.

Orongo

 

Um pequeno vilarejo erguido pelos habitantes originais da Ilha de Páscoa bem na borda do vulcão Rano Kau, em um penhasco a beira mar com centenas de metros de altura. O local serviu de cenário natural para o tradicional ritual do Homem-Pássaro, que ocorria no inicio da Primavera e podia durar até duas semanas.

 

Depois da crise que levou o povo rapanui às guerras tribais, a sociedade da ilha se reorganizou através do culto ao Homem-Pássaro. Cada família enviava um dos seus homens para competir na ousada busca do ovo de uma famosa andorinha-do-mar, chamada Manutara - ave migratória que faz seu ninho nas ilhotas próximas todos os anos.

 

Os competidores deviam descer penhasco abaixo, nadar até chegar à ilhota de Motu Nui, capturar o primeiro ovo da ave e trazê-lo intacto de volta à aldeia cerimonial, escalando o penhasco, para entregá-lo ao rei. O primeiro que conseguisse era declarado Tangata-Manu (Homem-Pássaro) e governava a ilha durante um ano.

 

Nota: Há uma trilha com duração de uma hora para chegar até Rano Kau e Orongo. Chapéu e protetor solar são essenciais, visto que em uma escala de 1 a 10 em radiação solar, a ilha tem 11.

 

Duração: Meio Dia / Investimento: 20.000 CLP

Dia 04: Puna Pau + Ahu Akivi + Ana Te Pahu + Ana Kakenga

 

Puna Pau - La Fábrica de Los Pukaos

 

Foi um vulcão cujas rochas avermelhadas eram utilizadas para a confecção dos pukaos. Por ter uma coloração diferente das demais pedras da ilha, esse local era como uma fábrica de pukaos.

 

É provável que os pukaos existentes nesse sítio fossem utilizados junto aos grandes moais de Rano Raraku, que não chegaram a ser terminados. Apesar de não ser um local tão impressionante quanto uma plataforma de moais, chama a atenção pelo peso das pedras, que chegam a ter 12 toneladas.

 

Ao conhecer o sítio arqueológico, dê preferência à trilha do lado direito, onde, além de se ver os pukaos de perto, é possível subir e apreciar a vista de Hanga Roa. 

Ahu Akivi - Los Siete Exploradores

 

Considerado a primeira plataforma cerimonial da região, esse ahu localizado no interior da ilha guarda as únicas sete estátuas voltadas para o mar.

 

Está situado aos pés do Cerro Terevaka, o ponto mais alto da ilha, a 10 KM de Hanga Roa. O lugar fica em uma área de estrada esburacada e não é um dos pontos mais importantes da ilha para se conhecer, especialmente se você já tiver visto outros ahus, mas, ainda assim, não deixa de ser uma visita interessante.

 

Segundo a tradição local, os olhares atentos dos moais em direção ao Oceano Pacífico parecem buscar, no horizonte, Hiva, local de onde, supostamente, teriam chegado os primeiros habitantes de Páscoa. Acredita-se que o número de moais seja uma referência aos sete exploradores que foram enviados à ilha em nome do rei Hotu Matu’a, o lendário primeiro colonizador e Ariki Mau - Chefe Supremo ou Rei.

 

Nota: Hotu Matua atravessou o oceano a partir de Hiva (provavelmente as Ilhas Marquesas), para se estabelecer em uma nova terra, no Umbigo do Mundo.

Ana Te Pahu - La Cueva de Los Plátanos

 

É uma área de cavernas e canais abaixo da terra, que mantiveram diferentes funções ao longo dos séculos. Hoje em dia o lugar tem várias árvores e por isso é chamado de Caverna das Bananeiras, sendo possível fazer uma visitação interna.

 

Antigamente o lugar era utilizado como moradia e refúgio, por ser isolado e escondido.

 

Ana Kakenga - La Cueva de Las Dos Ventanas

 

Uma caverna da Ilha de Páscoa também conhecida com a caverna de duas janelas. É um local pequeno, com vista perfeita para o mar, que fica ainda mais interessante se for visitado no final da tarde, durante o pôr do sol.

 

Quem passa pelo discreto e estreito buraco de acesso a essa caverna, conhecida como "Dos Ventanas", não imagina a beleza e os mistérios que se escondem sob o solo rapanui. No interior dessa caverna, formada por lavas vulcânicas, um salão largo com duas janelas naturais com vista para o mar espera pelos visitantes mais aventureiros. Vá sempre acompanhado de um guia local, leve lanterna e caminhe com cuidado sobre o chão rochoso.

 

Escolha o melhor ponto da caverna e aproveite, em silêncio, o som das águas do Pacífico batendo sobre as rochas localizadas abaixo da caverna. O lugar serviu como refúgio para os nativos durante as guerras entre tribos da ilha.

 

Duração: Meio Dia / Investimento: 20.000 CLP

Dia 05: Atividades Extras

 

El Baúl del To: Viva a experiência Rapa Nui em uma sessão fotográfica com trajes típicos e pintura corporal Takona.

 

Mergulho: Uma atividade simplesmente imperdível. As condições de suas águas, como visibilidade de 50 metros e temperatura média de 22ºC, junto com uma geografia vulcânica, cheia de cavernas e ampla variedade de peixes, fazem dessa aventura algo memorável. Há um moai submerso a 18 metros. As empresas especializadas são Orca Diving Center ou Mike Rapu.

 

Passeio de Bote: Um inesquecível passeio de bote até as ilhotas Motu Nui, Motu Iti & Motu Kao Kao - lugar onde acontecia a antiga competição do Homem-Pássaro. Inicia-se pela baía de Hanga Roa, onde é possível ver a cidade e o centro cerimonial Tahai a partir do mar. No caminho para as ilhotas, as cavernas de Mataveri e as falésias de Kari Kari encantam os navegantes. Finalmente, chega-se aos três Motus, notáveis e cercados pelo profundo oceano azul. Aqui, é permitido nadar e fazer snorkeling. Você descobrirá uma paisagem vulcânica colossal, onde tudo está coberto por corais e decorado com peixes tropicais, que suavemente se perdem no abismo. O passeio é feito, preferencialmente, à tarde e é recomendável reservar com um ou dois dias de antecedência. Duração: 2 horas. Investimento: 25.000.

 

Estação da NASA: A NASA manteve uma pequena base para monitorar o movimento das placas tectônicas e as atividades sísmicas do Oceano Pacífico. Hoje o local encontra-se desativado, mas a visita pode valer a pena pela curiosidade.

Bares / Cafés / Restaurantes na Ilha de Páscoa

 

Au Bout Du Monde: Boa comida e bom atendimento. Está situado na Policarpo Toro, Hanga Roa.

 

Caramelo: Uma cafeteria com ótimas opções: doces, tortas, sorvetes saborosos, sucos e sanduíches. Ficou em 5º lugar no TripAdvisor. Direção: Atamu Tekena, Hanga Roa.

 

Casa Esquina: Um restaurante italiano onde a pizza faz o maior sucesso. Não foi à toa que conquistou o segundo lugar no TripAdvisor. Localizado na Te Pito O Te Henua, Hanga Roa.

 

Club Sandwich: Famoso pelos enormes sandwiches. Está situado na Atamu Tekena, Hanga Roa.

 

Dominican: Os comentários são excelentes. O ambiente é aconchegante. O atendimento é ótimo. A decoração é atrativa. A comida é deliciosa. Direção: Atamu Tekena, Hanga Roa.

 

Empanadas Tia Berta: As empanadas não são de forno e sim fritas, como um pastel, mas são muito gostosas. Localizado na Atamu Tekena, Hanga Roa.

Motu Umanga: Boas indicações. Direção: Hotu Matua, Hanga Roa.

 

Panadería O Te Ahi: A melhor padaria da cidade. As empanadas são ótimas opções. Localizado na Atamu Tekena, Hanga Roa.

 

Tataku Vave: Comida fresca, preço razoável e visual admirável. Está situado na Caleta Hanga Piko.

 

Te Moana: Um excelente restaurante de culinária internacional com uma vista belíssima e comida maravilhosa. Está em 4ª posição no TripAdvisor. Direção: Atamu Tekena, Hanga Roa.

 

Te Ra’ai: Dirigido por uma brasileira, que é casada com um rapanui. Há um show de dança interativo e a comida é feita no estilo tradicional, ou seja, cozida debaixo da terra. Não se trata de um restaurante, trata-se de uma experiência cultural. Localizado na Kaituoe, Hanga Roa.

 

Toromiro Café Bar: Ambiente agradável para tomar um café, um pisco ou um drink. Está situado na Atamu Tekena, Hanga Roa.

Espero que tenham gostado... Boa viagem e até a próxima!

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